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ⓘ Osvaldo Orico




Osvaldo Orico
                                     

ⓘ Osvaldo Orico

Osvaldo Orico foi um escritor brasileiro.

Seus pais foram Manoel Félix Orico e Blandina Orico. Osvaldo Orico estudou no Colégio Paes de Carvalho em Belém. Ingressou no jornalismo, sendo repórter no jornal O Estado do Pará, tornando-se redator em 1918. Foi também um dos editores da revista Guajarina, responsável pela eclosão do movimento Modernista no Pará.

Em 1919 foi para o Rio de Janeiro, onde formou-se em direito e ingressou na vida diplomática. Primeiramente dedicou-se ao magistério, sendo professor da Escola Normal no período de 1920 a 1932.

Em 1935 retornou a Belém, sendo Secretário de Educação. Neste mesmo ano, Magalhães Barata elegeu-o deputado federal, pelo PSD, concluiu o seu mandato em 1954. Em 1936 foi secretário-geral do Estado do Pará.

Osvaldo Orico pertenceu à Academia Paraense de Letras 1936-1937, na qual ocupou a cadeira 38, cujo patrono foi Luís Tito Franco de Almeida.

Aos 36 anos, ingressou na Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 10, na sucessão de Laudelino Freire, onde foi recebido pelo acadêmico Cláudio de Souza em 9 de abril de 1938.

Foi sócio correspondente de outras academias como a de Latinidade, em Roma, da Academia Portuguesa de História, da de Ciências de Lisboa. Foi integrante do corpo diplomático brasileiro.

Teve alguns livros traduzidos e deixou vários escritos inéditos.

André Carrazzoni no prefácio de Recepção 1938 diz que Osvaldo Orico foi:

"Trabalhador sem repouso, não sabendo ceder ao insucesso, sem se ensoberbecer das vitórias, rasgou na mata heroicamente a larga clareira do seu destino. Na planície da infância obscura já lhe madrugava o raio de luz do homem predestinado a subir e a vencer a montanha. Não se explica uma vocação, como a do escritor paraense, só pelo conjunto dos imponderáveis mas, sobretudo, pelo milagre da autocapacidade, pela inflexível disciplina da aspiração, pelo severo exercício de suas aptidões, por uma permanente polícia de si mesmo. Podia ter lágrimas de perdão para todos os companheiros da rota que fraquejaram, segundo uma filosofia de indulgência de piedade - menos diante dos seus próprios desfalecimentos. Eis a chave de sua vitória. Risonho, compreensivo, amável, este batalhador de ânimo jovial, praticou o ascetismo de sua ascensão".

                                     

1. Obras

  • Camões e Cervantes 1980.
  • Rui y la reforma del concepto de neutralidad 1949,
  • Homens da América, libertadores dos povos do continente 1956,
  • O demônio da Regência 1930,
  • Dança dos pirilampos poesia, 1923,
  • Seiva 1937, Vinha do Senhor contos, 1939,
  • Mitos ameríndios 1929,
  • Momentos estelares de Rui Barbosa 1954,
  • Vida de José de Alencar 1929,
  • Da forja à academia memórias, 1954,
  • Rui, o mito e o mico 1965,
  • Evaristo da Veiga e sua época 1931,
  • Grãos da sabedoria 1965,
  • Contos e lendas do Brasil 1929,
  • Don Juan e o demônio do sexo 1973,
  • Pio XII e o massacre dos judeus ensaio, 1966,
  • Viagem de Papá Noel 1934,
  • Joana maluca contos, 1940,
  • Ditadura contra soberania: o precedente da primeira Constituinte republicana e sua aplicação ao atual momento político 1933,
  • Rui, clássico da língua 1949,
  • Rui Barbosa et l’égalité juridique des nations 1949,
  • O tigre da Abolição 1931,
  • Arte de iludir poesias, 1928,
  • A saudade brasileira estudo, 1940,
  • Tierra en flor 1945,
  • Marabaxo conto, 1960,
  • Vocabulário de crendices amazônicas 1937,
  • Mundo ajoelhado contos, 1942,
  • Coroa dos humildes poesia, 1924,
  • Mãe da lua lendas brasileiras, 1934,
  • O melhor meio de disseminar o ensino primário no Brasil 1928,
  • Grinaldas poemas, 1928,
  • O idealismo na bandeira do Brasil 1927,
  • O condestável do Império 1933,
  • Arte de esquecer 1927,
  • Feitiço do Rio poesias, 1958, Brasil, capital Brasília 5ª ed., 1958,
  • Silveira Martins e sua época 1935,
  • Imagens do Rio de Janeiro 1935,
  • O papel de Rui na conferência da paz 1950,
  • À sombra dos Jerônimos 1940,
  • Rota sentimental do Rio de Janeiro 1943,
  • La joie de la peine contos, 1945,
  • A luta pela independência das Américas 1922,
                                     
  • dirigiu o filme O segredo da rosa. Era filha do diplomata e escritor Osvaldo Orico e mãe do cineasta Adolfo Rosenthal, fruto de seu casamento com o ator
  • Adolfo Osvaldo Orico Rosenthal Rio de Janeiro, 16 de dezembro de 1961 formado em História pela PUC - RJ, é cineasta, diretor de teledramaturgia, produtor
  • um efeito, cuja causa o índio desconhecia e, por isso mesmo, temia. Osvaldo Orico é da opinião de que os indígenas tinham noção da existência de uma Força
  • assumindo o mandato na Câmara em janeiro de 1954 em substituição a Osvaldo Orico Em outubro de 1954 elegeu - se deputado federal pelo mesmo estado na
  • para a cadeira 10 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Osvaldo Orico foi recebido em 20 de novembro de 1981 pelo acadêmico Francisco de
  • passando por traduções de Guilherme de Almeida, Olegário Mariano, Osvaldo Orico Edmundo Muniz, José Oiticica, J. G. de Araújo Jorge, Gondim da Fonseca
  • de Abílio Pereira de Almeida. Baseado no conto Luz na Tempestade, de Osvaldo Orico Baseado no romance homônimo de Dinah Silveira de Queiroz. Baseado no
  • Célia de Lima .. moça do arraial Maria Braga .. moça da bandeira Vanja Orico .. dançarina Antônio Carneira .. Zaque Lino Sérgio .. escrivão Antônio
  • republicanos dando - lhes sempre fuga quando eram apanhados. O escritor Osvaldo Orico tinha outra visão da Guarda Negra. Para ele a formação se deu pela inspiração