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ⓘ Bobby Hutcherson




Bobby Hutcherson
                                     

ⓘ Bobby Hutcherson

Bobby Hutcherson foi um dos mais importantes vibrafonista e marimbista de jazz. A sua forma de tocar o vibrafone sugere o estilo de Milt Jackson no seu fluxo melodico livre, mas o seu senso de harmonia de interação com o grupo é inteiramente moderno. Hutcherson influenciou vibrafonistas mais jovens, como Steve Nelson, Joe Locke and Stefon Harris.

Em 2010 recebeu o prémio Jazz Master Fellowship Award da "National Endowment for the Arts" NEA, um dos mais importantes prémios concedidos no Jazz nos EUA.

                                     

1. Biografia

Hutcherson nasceu em 1941 em Los Angeles e quando criança, havia um piano em casa, tendo estudado piano com uma tia. Contudo, o seu real interesse por se tornar um músico profissional nasceu ao passar ocasionalmente na rua numa loja de discos e ouvir o vibrafonista Milt Jackson em "Bemsha Swing" no album de Thelonious Monk "The Giants of Jazz". O som de Jackson impressionou-o tanto que começou a trabalhar com o pai pedreiro, de profissão para juntar o dinheiro suficiente para comprar um Vibrafone. Seguiram-se os estudos com o conhecido vibrafonista Dave Pike, e em breve Hutcherson tocava num grupo local.

In 1960, Hutcherson junta-se um grupo liderado por Al Grey e Billy Mitchell. Um ano depois, o grupo actua no lendário Birdland em Nova York, em presença de Charles mingus. Em breve Hutcherson muda-se definitivamente para Nova York, e assina com a etiqueta Blue Note. Em Nova York, além de Eric Dophy, seu conhecido de Los Angeles, rápidamente conhece John Contrane, Andrew Hill e faz a primeira sessão gravada com Grant Green.

Hucherson trabalha com musicos como Dizzy Gillespie, Herbie Hancock e McCoy Tyner, mas tem uma estreia arriscada no trabalho "One Step Beyond" 1963 de Jackie McLean, seminal da New Thing, fornecendo uma harmonia não ortodoxa ao quarteto sem piano, mas o seu trabalho no album de Eric Dolphy "Out to Lunch", de 1964, é um dos seus mais magistrais trabalhos como sideman fornecendo uma textura vibrante, a um quarteto também sem piano. Em 1965, a Blue Note publica a sua espantosa gravação de iniciante como bandleader "Dialogue". Hutcherson foi acompanhado nesse album por alguns dos grandes musicos emergentes dessa altura: o baterista Joe Chambers, o baixista Richard Davis, o pianista Andrew Hill, o trompetista Freddie Hubbard e o saxofonista Sam Rivers.

Atraido principalmente para o free jazz e o post-bop mais experimentais, Hutcherson fez várias gravações nestes estilos para a Blue Note com Jackie McLean, Eric Dolphy, Andrew Hill, Grachan Moncur III, Joe Chambers, e Freddie Hubbard, como leader e como sideman. Apesar das numerosas gravações avant-garde feitas durante este período, a primeira sessão de Hutcherson para a Blue Note, "The Kicker" 1963 não publicada até 1999, demonstra as suas bases no hard bop e nos blues, tal como da mesma altura as sessões de "Idle Moments" para Grant Green, por exemplo. Muitas das suas gravações mais tardias retornam a este som hard bop, e menos ousado.

A sessão Blue Note de 1966, "Stick-Up!", apresentando o saxofonista Joe Henderson, é notável ao ser a primeira sessão de Hutcherson com o pianista McCoy Tyner, uma longa associação que continua ainda hoje.

Entretanto Hutcherson afirmara-se também como compositor. "Little Bs Poem" do album "Components" é uma das suas composições mais conhecidas.

Em 1967, volta a Los Angeles e inicia um quinteto co-liderado pelo saxofonista tenor Harold Land, que se estreia ano seguinte com "Total Eclipse" prosseguindo depois com outras gravações. O quinteto posiciona-se entre o free bop e o hard bop mainstream, um posicionamento avançado, mas mal aceite na época, o que levou à dissolução do quinteto em 1971.

Hutcherson desloca-se então para San Francisco e aproxima-se do jazz de Jazz de fusão, o que resulta no álbum de 1970s San Francisco. Cerca de 1973, retorna ao bop modal e forma novo quinteto com o trompetista Woody Shaw tocando no festival de verão Montreux Jazz Festival e resultando no album "Live at Montreux". Em 1974, volta a formar um grupo com Harold Land, nesta altura já claramente na área Bop e modal, que grava por vários anos para a Blue Note, editora que finalmente abandona em 1977, ao assinar com a Columbia, para quem grava três albuns entre 1978-1979 caso de "Un Poco Loco".

anos 80 Hutcherson adiciona a Marimba às suas competências como instrumentista, e grava principalmente para a etiqueta Landmark. A década de 90 é passada essencialmente em turnés, mas em 1993 grava o album em dueto "Manhattan Moods" com McCoy Tyner. Finalmente Hutcherson muda-se para a Verve, gravando em 1999 "Skyline" e liderando um quarteto que foi mudando ao longo dos anos.

O seu quarteto de 2007 incluiu a pianista Renee Rosnes, Dwayne Burno on contrabaixo e Al Foster na bateria. O quarteto de 2008 incluiu o pianista Joe Gilman, Glenn Richman no contrabaixo e Eddie Marshall na bateria.

Hutcherson aparece como o bandleader no filme de 1969 They Shoot Horses, Dont They?, e como Ace no filme de 1986 Round Midnight.

Entre de 2004 a 2007 Hutcherson participa nas formações do projecto SFJazz Collective.

Bobby Hutcherson pode fácilmente ser incluido entre os mais importantes Vibrafonistas da história do Jazz, com muitos trabalhos como lider, mas relevantes são também as participações de Hutcherson como sideman em albuns, alguns deles já referidos, marcantes na história do jazz, como por exemplo, e entre muitos outros, "One Step Beyond" de Jackie McLean em 1963, os três albuns de Eric Dolphy "Iron Man" de 1963, "Coversations" do mesmo ano, e "Out to Lunch" de 1964, os albuns de Dexter Gordon "Gettin Around" de 1964, "Sophisticated Giant" de 1977 e The Other Side of Round Midnight de 1985, os albuns de Grant Green "Idle Moments" e "Street of Dreams" ambos de 1964, ou "The Procrastinator" de Lee Morgan em 1967, e com Archie Shepp, em 1965, nos albuns "On This Night" de 1965 e New Thing at Newport, além da já referida extensa parceria com McCoy Tyner

Em 2010 recebe o prémio de carreira Jazz Master Fellowship Award da NEA, National Endowment for the Arts, uma das mais importantes distinções concedidas nos EUA a musicos de Jazz, o qual foi estabelecido em 1982.

Hutcherson morreu em 15 de agosto de 2016, aos 75 anos, em decorrência de complicações de um enfisema.